A cidade do amanhã emerge de formas de convivência que ainda não sabemos nomear. Não é um espaço a ser dominado, mas um campo de ressonâncias onde humano, vegetal, mineral e máquina se (co)constituem. Ao deslocar a ideia de urbanismo como progresso linear, propõe-se uma ecologia que se constrói na reciprocidade e na imaginação. Habitar deixa de ser gesto de ocupação para tornar-se gesto de cuidado: a cidade como corpo permeável, em que cada fronteira é membrana, cada arquitetura é relação. O futuro aqui emerge como fenda, aberto a possibilidade de mundos múltiplos, instáveis, mas férteis, onde o viver seja uma criação partilhada.